JASC 2000 – Um Grenal no meio dos Tabuleiros!


Em Brusque, foi a segunda vez que atuei por São Bento do Sul, depois da classificação do regional norte obtida na última partida da última rodada (Sperb x Godóis/Guaramirim), mas isso pode ser motivo para outro post.

Na epoca os JASC eram realizados com 12 equipes, mas uma região mais fraca tecnicamente nem mesmo duas equipe enviou, então foram 11 equipes disputando quatro vagas num suíço de cinco rodadas com bye!!

Algumas passagens dos jogos que lembro: um local excelente em todos os sentidos, o último ano que usei meu jogo de peças num JASC, um árbitro (?) que não sabia o regulamento e Morro da Fumaça.

O local: era amplo e poderia acolher mais do que o dobro de mesas que acolheu. Havia o bolão na parte de baixo com amplo serviço de bar, sem com isso, encomodar com barulho.

O jogos de peças: a primeira que vez usei foi nos JASC de 1996, sempre sob consulta do meu adversário: -você aceita jogar com minhas peças? O jogo de peças, embora de poliestireno, possui um lindo design, um acabamento bem superior e o peso mais do que proporcional é baseado no aço que há dentro dele. Depois foram os regionais de 1997, 1998 e 2000 e as finais de 1997, 1999 e 2000. Apenas um adversário não aceitou em meio a mais de 50 partidas. O jogo de peças durante alguns, não sei se todos, foi usado como jogo padrão no New York Open em meados da decada de noventa.

O árbitro: por oportunidade de usar minhas peças, também havia o Martin Afonos usando as dele. O interessante é que sendo peças vermelhas, ele consultava o adversário se poderia usa-lás, independentemente se conduzia brancas ou pretas. Usei na primeira rodada com Joaçaba e depois com Blumenau na segunda.

Na terceira rodada, Blumenau estava na segunda mesa e SBS estava na terceira. O árbitro chegou próximo ao Martin Afonso e comunicou que ele não poderia usa-las na partida, embora seu adversário demonstrasse que não havia problema nenhum (me admirei que ele aceitou passivamente); foi aí que ele disse: -mas tem um outro que esta usando!

O árbitro veio até a minha direção e sem nehuma noção de educação ou postura, disse: -tu não vai saur este jogo de peças! (meu adversário já havia aceitado usá-lo, meu amigo Justi!). Como ele não falou mas berrou, levantei e fiz a réplica: -esta escrito onde que não posso usar o meu jogo de peças? -Vou mostrar no regulamento! (eu já sabia que não estava escrito e pior, estava o contrário do que ele afirmava). Acompanhei ele até o palco onde estava a mesa de arbitragem, e fomos acompanhados pelos olhares de todos que viam a cena. Ele pegou o regulamento (o livro do Calleros; excelente, tenha um, mas faça o que esta escrito em!?) e quando chegou na paginá que citava a situação travou! E puxei o livro na cara dele e coloquei o dedo onde dizia: se ambos os jogadores concordarem no uso do jogo de peças…blabla! Resposta dele: -É, mas você não usar do mesmo jeito! Perguntei: tem certeza?? –Sim você não jogar!

Ok, fiquei p da cara e sentei bufando para jogar, além de receber apoio de todos por onde passei em meio as mesas e do meu adversário que disse que jogaria tranquilamente, e preferia um jogo melhor, mas que erroneamente não lhe foi permitido. Que falta estava fazendo o amigo Calleros…

Sai do salão de jogos após a partida e fui diretamente com o Diretor Técnico da FMD que deu todo apoio com u regulamento na mão em busca do Presidente da Fesporte naquele ano. Absurdo, foi a primeira palavra que ele usou, se esta escrito tem que cumprir, pior ainda se o árbitro disse que iria mostrar o regulamento e percebe o erro e não assumindo, persiste no erro! Esta aqui o número do meu celular, na próxima partida, monte seu jogo de peças comunique a ele e qualquer coisa ele deverá me ligar.

Ok. Cheguei avisei a árbitra auxiliar e dei o número do telefone (neste jogos ele tinham um celular a disposição). Neste meio tempo, em que fui até a mesa, ela falou com ele que ficou amarelo, verde, vermelho e marron.

Incompetência? Burrice? Dor de barriga? Sinceramente não sei o que possa ter levado a uma atitude tão insensata e não-lógica. O cara se queimou legal. Azar dele que foi com um árbitro que ele fez isso, e ainda se assim não fosse, seria com um professor que sabe o regulamento e ainda se não fosse, seria com um técnico que tem que saber o regulamento ou ainda com o atleta, que tem por obrigação saber o regulamento para não ser vitimas de monstruosidades como essa.

Acabei não usando o jogos de peças. Alguns sabem o motivo, outros não. Mas foi para preservar…

Em fim, e o Grenal??

Foi na segunda rodada com Blumenau. Quando sentei para jogar com o Martin ele perguntou se poderia usar as peças dele e eu respondi: sim, será as suas peças contra as minhas, em resposta: -ohoh, você tem um bom senso de humor. Então coloquei minha peças da Drueke Company e ele do Jaehring VERMELHAS.

O Fernando Barros (colorado) passou ao lado e perguntou -tu ta louco Sperb, vai aceitar jogar com aquelas peças vermelhas?! Eu respondi que não perderia por nada a chance de jogar um Grenal no Xadrez!!

Opa, estava esquecendo de Morro da Fumaça: na última rodada Chapecó seria bye fazendo 2 pontos e chegando no máximo a 9, mas Morro da Fumaça pediu para não ser emparceirada e aí então Chapecó jogou e fez 11, um a mais que SBS, o suficiente para classificar em quarto lugar para as semifinais. Isso me preocupa agora, pois, o novo regulamento do JASC 2011 tráz consigo a participação de 12 equipes!

O Grenal: estive revendo a partida e encontrei muitos erros, por ambos os lados, então deixou abaixo a posição do último erro como um problema de fácil resolução ao iniciantes:

As pretas acabaram de capturar um cavalo em "g4" com o peão de "h5" no vigésimo quarto lance. Brancas jogame  vencem!
As pretas acabaram de capturar um cavalo em "g4" com o peão de "h5" no vigésimo quinto lance. Brancas jogam e vencem!

JASC 1999 – Torre contra Bispo e Uma Pedra


Neste ano atuei por São José junto de muitos amigos.

Para não ficar só em xadrez, algumas passagens para não esquecer: ganhei dois presentes nestes jogos! O primeiro foi o filme Viva A Rainha e o outro, um pouco mais pesado, foi um paralelepípedo original dentro da mala! Quando descobri este segundo presente? Quando chegue em casa. Meus amigos foram cruéis, pois, nós pegamos onibus de São José a Floripa, eu em pé com duas malas enormes e inexplicavelmente eu tinha de mudar de braço as malas, coisa que não faço. Também lembro de risadas no onibus, mas desconversavam e eu não conhecia ainda “brincadeira da pedra”.

Vamos ao xadrez:

Na quarta rodada enfretamos Joaçaba em um horário muito agradável; 14:00 conforme determinou o Congresso Técnico, ou seja, ás 20 horas no máximo a partida estaria acabada.

Foi uma partida dificíl jogada na mesa 2 onde eu conduzi brancas frente ao Luiz Assis de Lucca.

Após o controle chegamos nesta posição abaixo:

Brancas jogam e vencem.
Brancas jogam e vencem.

Você consegue visualizar o plano de jogo para as brancas se imporem na posição e fazerem valer a Torre sobre o Bispo?