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O mesmo vale para 2011 – X Circuito de Xadrez Escolar de São Bento do Sul


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Parece que foi “ontem” que meu sonho ser tornou realidade, pois, após oito anos de árduo trabalho e constante inovação, o IX Circuito de Xadrez Escolar de São Bento do Sul demonstra força total em 2010. Este ano, mantivemos a inédita premiação em livros (quase dois mil reais) para as escolas melhor classificadas e implementamos premiação especial para professores/técnicos (quase um mil reais) melhor classificados.

E quanto a auto-estima de nossos filhos? Precisa tudo isso? Precisa contemplar a todos? Ou seria melhor assistir nossos filhos praticando atividades “ditas” educacionais excluídos em função de um formato que privilegia apenas “o melhor”? Pois muitas vezes não somos os pais que correm para abraçar nosso filho após fazer o ponto, ou após a marcação do gol, somos aqueles que tem o árduo trabalho de RESGATAR a AUTO ESTIMA de nossos filhos completamente destruída em momentos como esses.

Relação entre derrota e vitória: Sabemos que no mundo real as coisas funcionam em outra dinâmica, pois não podemos ser bons em tudo, mas são unânimes os especialistas em desenvolvimento da criança que afirmam que o incentivo ensina muito mais que a crítica, e no XADREZ, A DERROTA É TÃO IMPORTANTE QUANTO A VITÓRIA, pois fato de ENSINAR O PROCESSO DE ANÁLISE, permite o APERFEIÇOAMENTO e retroalimentação da MOTIVAÇÃO para TENTAR NOVAMENTE!

Mas afinal o que é “Educacional? Então devemos privar nossos filhos de frustrações? NÃO, certamente não, porém, temos no Xadrez a oportunidade de trabalhar conceitos como respeito, disciplina, persistência, paciência, entre tantos outros. O conceito de atividade educacional significa jogar igualmente um evento todo, sem que ninguém seja desclassificado. A propósito, este ano mantivemos a novidade implementada desde 2005, premiando a participação para todos os alunos que jogam até o final! ISTO É ESPORTE EDUCACIONAL! Faço questão de dizer que no momento da entrega, enfatizo que ninguém ganhou o prêmio de participação, mas sim CONQUISTOU, mantendo-se  firme, jogando independentemente do resultado. Porém, sem banco de reservas, NO XADREZ O JOGADOR É O PROTAGONISTA SEMPRE!

E quanto ao Professor? Sempre acompanhando e estimulando seus alunos, as vezes sem suporte nenhum, mas ficando até o fim dos jogos e fora de seu horário…recebe…ás vezes, muito obrigado e nem sempre uma medalha…Aqui de forma inédita implementamos em 2009 e mantivemos para 2010 prêmio em especial: eletros! Úteis e de longa lembrança para o empenho do Professor que se dedicou mais aos seus alunos e por assim dizer fez jus a colocação obtida e recebe mais que um tapinha nas costas com -parabéns professor! Reconhecer o profissional e valorizá-lo de forma concreta me parece extremamente necessário e coerente, principalmente num meio escolar em que se fala constantemente em melhorar as condições para o aluno e o professor fica de lado e não é lembrado.

E quanto às escolas? E as escolas tão alvejadas de convites para competições escolares que tem que “ser virar nos 30″ junto as APPs para conseguir um uniforme ou mesmo deslocamento? Além das medalhas e fotos recebem o que? É justo dizer que a própria competição em si traz consigo o desenvolvimento na prática de vários valores pregado e desenvolvidos na escola e sociedade e o intercâmbio dos mesmo no meio esportivo é fundamental; mas será que a organização da competição presa estes valores desde a arbitragem e conduta de todos que a envolvem no  momento do planejamento até  a execução? No meu caso, neste evento, digo que sim! Faço em forma de INCLUSÃO. Neste caso especifico até mesmo escolas mais distantes e pequenas sente-se grandes ao enfrentar as ” maiores” e vencê-las, dado a organização no formato de competição que não preteri a ninguém, e sim a participação de TODOS  de forma IGUAL! Reconhecer a escola e enrique-la no processo pelo qual a sociedade espera que ela cumpra, isso é que me move também ao realizar este evento. Premiação em livros? Solução estupenda, nunca é o bastante o acervo de uma biblioteca, nunca o será, não melhor maneira de mostra na prática a parte educacional de um esporte e de um evento ao fazê-lo reconhecendo os melhores com livros!

Quanto a contribuição: Tive chance de trocar idéia com um competente e experiente professor da área, e ao indagá-lo sobre quem ou qual modalidade teria feito isso antes em nossa Cidade, o silêncio veio como resposta de um estrondo “NINGUÉM”. Mas isso não importa, pois minha intenção não foi, não é e nunca vai ser criticar outras modalidades, mas sim  valorizar aquela que possui imensurável contribuição para São Bento do Sul e Região. Inserimos SBS no mapa do Brasil das respeitadas equipes de Xadrez, nossos RESULTADOS falam por si.

Meus dois empates nos JASC de 1996


Duas partidas distintas e com motivos diferentes no empatar.

A posição da esquerda foi da partida com Fontana de Chapecó (brancas) e a posição ficou assim após 45 lances;as brancas precisam repetir a posição ou poderiam lutar pela vitória?

Já posição da direita, jogada com o Haroldo de Joinville (pretas), chegamos a ela após 20 lances. É indiscutivel a vantagem branca, mas consegui empatar no lance 50 e não fiquei satisfeito. Como devem seguir as brancas para fazer valer a vantagem?

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Nos dois casos, brancas jogam.

OLESC e Joguinhos – Novas Idades


Mais uma ceifada, e desta vez na geração que mais sofreu com a mudanças de idade para mais.

Explico: a geração de 1992, 1993 e 1994, em especial, viu ano após ano o aumento progressivo das idades tempo que sempre enfrentar as enxadristas mais velhos e agora ve acontecer o inverso consigo mesmo.

Olesc ao que tudo indica, deverá ficar de 8 a 16 e Joguinhos Abertos de 10 a 18 anos.

O parecer dos Técnicos da modalidade de xadrez acompanhada por sua federação, era de que mantivessemos a idade máxima, para assim não EXCLUIR ninguém e que a minima poderia ser dimunida, afinal traria INCLUSÃO.

O regulamento não foi publicado e as informações são extra-oficiais obtidas diretamente da FESPORTE.

Eu lamento muito a ocorrência da exclusão da geração e 1994 da OLESC e mesmo a de 1992 dos Joguinhos, que foi progressivamente “massacrada” com as alterções de regulamento que no inicio era até 13 anos, depois até 14, depois até 16 e depois até 17, tendo que enfrentar sempre os mais velhos.

Não é a primeira vez que isso acontece e a conclusão dos técnicos é que qualquer idade é boa, o que é ruim é a alteração que gera a EXCLUSÃO!

Qualquer idade seria adequada desde que NUNCA SE ALTERASSE!! Seria bom para os técnicos que possuem um trabalho organizado que geram talentos, mas seria melhor aindam excelente, para a cabeça das crianças e adolescentes que são o futuro do esporte de Santa Catarina e do Brasil.

São muitos os casos de jovens talentos que já desisitiram de jogar devido  situções iguais e analogas a esta.

O esporte perde, os técnicos perdem, os municipios perdem e as crianças/adolescentes perdem mais ainda!

LEIAM O COMENTÁRIO DE UM PAI DE ATLETA QUE ACOMPANHA; É PERFEITO