Xadrez é esporte?


aros            O xadrez possui uma série de atributos e componentes que amplia e diversifica seu conceito, sendo difícil uma definição rigorosamente exata. Mas, Xadrez é esporte?

            O primeiro e mais claro atributo que possui o Xadrez, que é inerente ao esporte, é o jogo. Como tal, constitui uma forma de expressão e expansão da personalidade, já que, por ser voluntário possibilita a obtenção da satisfação através da eficiência sensorial e motora. Permite também a auto-avaliação e aprimoramento em função do caráter repetitivo que possui.

            Temos o jogo, mas para que se “configure” efetivamente o esporte, há necessidade de existir também “um sentimento que nos incite a igualar ou superar outrem” (emulação). A emulação é pois, o elemento insubstituível na explicação e caracterização do esporte. Um estimulo intrínseco, através de um ato voluntário que nos conduz a competitividade, rivalidade; um impulso psicológico de lutar.

            Jogo, emulação (competitividade), mas e o movimento?

            Quando pensamos em movimento no esporte, temos que Ter em mente toda uma fenomenologia do automatismo motor e do sistema neuropsíquico, que nos dá uma medida padrão do rendimento do esportista. Rendimento este que não envolve apenas cérebro, nervos e músculos, mas principalmente a sensibilidade e a emoção, advinda da reunião destes elementos, a psicomotricidade. A psicomotricidade executiva é estruturada com finalidade definida. Para cada esporte há um tipo de movimento e dentro de um mesmo esporte há um a variação segundo sua função. Embora, com pequena atividade de movimento, não deixa o Xadrez de se caracterizar como esporte.

            Concluindo, podemos afirmar com toda convicção que o Xadrez é esporte, pois, é uma atividade física e de um qualificadíssimo processo mental. Organizado por um sistema de regras, que definem a perda ou o ganho de um jogo. Também carece de emulação em sua plenitude para superar o adversário e a si mesmo, já que, depende de singular elaboração mental, com pequena atividade de movimento. O Xadrez é esporte e, um excelente suporte pedagógico que serve como utilíssimo instrumento no processo de aprimoramento social.

            “O Xadrez é a ginástica da inteligência.” (Goethe)

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Mais do que um Campeão do esporte…


j0341477Mais do que um Campeão do esporte…

 

Falamos em tudo que o xadrez pode fazer em beneficio de nossas crianças e por que não dizer adulto também!

 

Para com a criança o desenvolvimento do raciocínio lógico, matemática, visão espacial e concentração são apenas quatro itens dentro de mais de uma dezena já comprovadas cientificamente.

 

E o adulto onde se encaixa? Na atuação profissional onde requer concentração na operação de uma máquina? Na matemática aplicada ao troco da compra, na receita de um bolo ou na proporção do cimento para com a areia na hora de fazer o cimento? No raciocínio lógico dos comandos informatizados de uma máquina de última geração? Na visão espacial para conseguirmos bem dirigir e até estacionar sem causar nenhum dano ao outro veículo?

 

Pelo exposto acima já bastaria para que todos, ao menos durante quinze minutos diários, exercitássemos o nosso cérebro com o xadrez, ou quem sabe, uma vez por semana durante uma hora.

 

Na verdade tanto concentração, matemática, raciocínio lógico quanto visão espacial vão muito mais além das atividades que foram citadas acima; certamente poderíamos listar uma centena de atividades em que, se tivermos “exercitados” no Xadrez, teremos um desempenho bem acima da média, sem, contudo lembrar que é ou foi o Xadrez que promoveu tal rendimento… pra isso existem as pesquisas!

 

E a Saúde? TAMBÉM!

Nesta breve crônica entrarei na questão da HIPER-ATIVIDADE, deixando para a próxima, MAL DE ALZEIMER!

 

“CASE” PRÓPRIO:

 

Em 2003 tive grata satisfação de conhecer um aluno de nove anos de idade que por questões de privacidade chamaremos de DUDU. Bem, DUDU como toda criança desta idade tem muita energia para despender em qualquer atividade que seja, porém, o que o diferenciava da maioria, era uma energia além da média classificada como: Hiper-atividade.  No caso especifico de DUDU, ele tratava a sua com remédios (faixa preta).

 

O Xadrez não é tão mágico que possa resolver tudo e qualquer coisa, mas se a criança gostar, ele se torna mágico sim!

 

DUDU adorou xadrez desde a primeira vez que colocou os olhos sobre aquelas peças que transcendessem a imaginação de qualquer um, tanto quanto o Xadrez de Bruxo de Harry Potter…

 

A escola em que estudava, através da APP, investiu em dez horas de treinamento semanal para que os alunos da escola pudessem aprender, treinar e participar de competições.

DUDU se aplicou tanto, que fazia toda semana pelo menos seis horas de treinos, sempre progredindo tanto na concentração, quanto no controle da ansiedade e, tecnicamente também!

 

Após oito meses ininterruptos de treinos e torneios, sua Mãe pediu que marcasse um horário para termos uma vencedor2conversa séria. Não me preocupei, mas fiquei curioso…Na hora marcada sentamos ele me disse que gostaria de compartilhar comigo, primeiramente, além de qualquer outra pessoa que o médico havia suspendido a medicação. Mas isso não teria nada a ver com o Professor de Xadrez se não fosse pelo seguinte: a anaminese feita pelo médico constatou que a ÚNICA alteração na rotina de DUDU no período de oito meses foi à prática incessante do xadrez; o que acarretou numa total mudança de seu comportamento!

Bem se sabe, é já foi comprovado, o Xadrez auxilia na ESTABILIDADE EMOCIONAL do adolescente… mas isso foi muito além!

 

 Mais do que um Campeão do Esporte… Um Vencedor!

O que é o Xadrez? Por que meu filho(a) faria Xadrez?


O QUE É XADREZ

Afinal o Xadrez é esporte, educação e/ou cultura?

– É tudo isso lhes afirmo!

O Xadrez como modalidade esportiva é organizada em nível de Associações, Clubes, Federações, Confederações Nacionais e Internacionais, colocando-se nas mesmas prerrogativas das demais, sejam elas mais ou menos reconhecidas como Futebol ou Punhobol.

Porém, a disseminação em nível escolar a coloca a médio e longo prazo numa condição de popularização privilegiada com relação ás demais, onde os frutos para praticantes e a própria modalidade, futuramente, não terão precedentes.

Na questão Educacional vê-se o Xadrez inserido no contexto escolar; é relevante?

Normalmente isto ocorre de duas formas: como atividade extracurricular e em sala de aula. Há diferença?

Na primeira questão poderíamos responder com outra pergunta: “você gostaria que seu filho fizesse uma atividade que exercitasse e desenvolve-se a concentração, raciocínio lógico-matemático, visão espacial entre outros e ao mesmo tempo brincasse?” O Xadrez pela criança é encarado como uma brincadeira (-e isto é ótimo!), para o pai instruído é ás vezes até uma esperança, na alteração de comportamento/rendimento e para o Educador Capacitado uma excelente ferramenta educacional MULTIDICIPLINAR.

Os referenciais das habilidades cognitivas citadas, apenas algumas, são de outros países e nem sempre quem busca afirmar o contrário, tenta enxergar além do que os próprios olhos querem ver (-Capitan my capitan! -Sociedade do Poetas Mortos*). Temos que, como nas outras áreas, importarmos informação. Ainda assim, bem perto, aqui em São Bento do Sul professores verificaram alteração nos campos da: matemática, concentração e uma maior predisposição das crianças para atividades que antes se demonstravam mais “preguiçosas”.

Na segunda questão, podemos afirmar que a necessidade de que o enfoque dado ao Treinamento é de que a competição é o fim DO ALUNO e deverá ser também do professor, que não poderá distanciar-se dos objetivos de seus pupilos sem esquecer que eles são CRIANÇAS. Porém o Professor terá de manter em níveis aceitáveis a competição dentro do que a maturação da criança a coloca em condições de suportar o stress da competição. Conforme Seminário de Xadrez Escolar, Romênia, Constantino Paizis cita: “Seria excelente se pudéssemos ter a combinação de um forte enxadrista com a de um professor”. Neste caso o Italiano Constantino enfatiza o caráter educacional (PRINCIPAL) e a necessidade de se atentar a formação da personalidade das crianças e por isto um Professor/educador, por outro lado, um forte enxadrista para que a parte técnica fosse desenvolvida sem limitações.

O xadrez de Sala de Aula é outra coisa, alunos que não gostam perfazem até no máximo 10%, outros 15% o fazem como qualquer outra atividade e 75% demonstram grande interesse. Aproximadamente 40% do total buscariam o treinamento se pudessem; problemas com horários, locais e outras situações interferem nisto.

O objetivo é jogar, buscando variações para prática, a interação dos alunos, tanto entre os melhores como os apresentam dificuldades, fazendo a prática na sua essência sem cair em monotonia. Exemplo de uma aula que faz o maior sucesso: Conto da Noite de Natal: Partida do Papai Noel x Homem da Capa Preta; exemplo de INTERDISCIPLINARIEDADE: português, educação física, geografia, história e matemática!

            Em meio a exposto, ainda fica em aberto o posicionamento dos pais frente à atividade, podendo colaborar decisivamente para que estes propósitos sejam alcançados ou, em alguns casos, gerando demanda para outro trabalho: conscientização.DECISÃO CERTA

Geralmente os pais dividem-se em quatro grupos:

          Os que acreditam ser o xadrez (como os demais esportes), a oportunidade ministrada aos seus filhos para distingui-los pelo seu talento e após destacar-se nacionalmente ou indo mais além;

          O segundo grupo considera o xadrez como mero divertimento;

          Já o terceiro grupo acredita ser o xadrez um jogo para adultos e consideram-no muito pesado para as crianças;

          Os pais que compreendem a gama de habilidades cognitivas envolvidas no processo do jogo, bem como, o fundamento educacional e estimulam e/ou levam a criança de encontro à oportunidade.

Creio que após esta breve resenha você terá mais argumentos para apoiar ou não (?) a prática deste milenar esporte!

*Filme de 1990 Sociedade dos Poetas Mortos

Educação, cultura, esporte e saúde!